1-Era uma vez um homem…

Era uma vz um homem

Era uma vez um homem de cabelos brancos, pele enrugada, corpo magro e uns olhos marcados. Seus olhos pareciam vidros azuis, de um brilhante cintilante, uma pedra preciosa. Eram janelas para a sua alma.

Esse homem todos os dias se sentava, no banco de jardim que estava virado para o mar. Todos os dias, ali se sentava fosse presenteado com sol, chuva, vento, calor.…Ele ia e por ali ficava.

As ondas ora se serpenteavam em alegria vibrante, ora batiam com a revolta dos sentimentos, ora ondulavam calmas como o silêncio. E ele ali ficava, por aí observava.

Era uma vez um homem que se sentava a ver o tempo passar, em frente ao seu mar, não se mexia. 

No seu colo muitas vezes pousavam as folhas, que ondulavam em danças hipnóticas da copa das árvores até si. Outra vezes lá pousavam pássaros, que até arrolhavam num perpétuo sentir.

Esse homem vivia a vida a sentir, no seu banco de jardim. Seus olhos guardavam a esperança, suas mãos agarravam os sentimentos puros.

Por muito que fosse estranho, ao comum dos mortais aquele homem ali parado era tão diferente dos demais. Não viva na pressa, nos termos da rapidez, bebia da vida o melhor dos prazeres.

Ele dava a si o direito de ser livre, humano e empático na sua doce rotina. Não falava porque as palavras não as tinha para gastar, guardava-as escondidas para mais tarde, um dia quem sabe, bem as usar.

Era uma vez um homem, que no banco do jardim vivia uma vida mais rica do que todos que por ali passavam. Ele sentia-se assim seguro da sua escolha, embora parecesse perdido era certo o seu caminho.

O tempo parecia agracia-lo, pois nos sulcos da sua testa não lhe marcara a velhice, antes o rigor da sabedoria.

As palavras guardadas nem sempre apareciam, mas o sorriso, esse vivia no centro do seu coração.

Era uma vez um sábio Homem que vivia para Ser, simplesmente HUMANO!

 

Texto de: Helena Pinto
Imagem: Nuno Coimbra

 

© Todos os Direitos de Autor reservados nos termos da Lei 50/2004, de 24 de agosto
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